Sul da Itália - Parte 3

Costa Amalfi - Amalfi

Amalfi é uma pequena comuna italiana com cerca de 5.000 habitantes e uma área de 6 km², que fica a aproximadamente 11 km de Praiano pela Statale 163. Quem visita a cidade hoje, não imagina que Amalfi foi uma potência maritima do século XI que ao lado de Veneza, Pisa e Gênova formavam as quatro repúblicas marítimas que controlavam o comércio marítimo, ali nasceu o  mais antigo código maritimo do mundo a Tavole Amalfitane que ditou as normas do direito marítimo durante toda a Idade Média.

O Duomo de Amalfi é o cartão postal da cidade em torno do qual se concentram os turistas, que são muitos, pois Amalfi ao lado de Positano são as duas cidades mais conhecidas e badaladas da Costa Amalfitana, por isso hospedar-se em uma dessas cidades pode custar alguns Euros a mais.  O Duomo di Sant'Andrea Apostolo (para os brasileiros Santo André) o orgulho da cidade, dedicado ao seu Santo padroeiro, originalmente de estilo barroco passou por inúmeras reformas ganhando estilos arquitetonicos distintos. No séc XIX ganhou os arcos e as colunas de mármore retorcido que compõe a fachada atual.

No interior da catedral, enormes colunas incrustados de marmore colorido separam as tres naves, no altar uma cruz de madeira do século XIII trazida da Terra Santa e em toda a igreja murais retratam passagens da vida de Cristo e do Apóstolo Sant Andrea.

Na Cripta da igreja fica o maior tesouro e orgulho do povo de Amalfi, as reliquias de Sant Andrea trazida da Grecia em 8 de maio de 1208, por esta razão a data é celebrada anualmente pelos fieis  com a festa da vigilia de Sant Andrea. Um evento durante esta vigilia reacende a fé dos peregrinos: dizem que em alguns anos, de uma ampola de vidro colocada sobre o túmulo do Apóstolo é coletado o Mana (alimento produzido milagrosamente, fornecido por Deus ao povo Israelita, durante sua estada no deserto rumo à terra prometida), fato que também foi observado por mais de 700 anos no tumulo do Santo quando este permaneceu em Patras (local de sua crucificação) e Constantinopla.

Piazza Flavio Gioia - nesta praça estão concentrados os pontos de ônibus e o porto de Amalfi, é onde você irá desembarcar ao chegar na cidade. No centro da praça uma estátua em homenagem ao personagem que dá nome a mesma, Flavio Gioia que seria o inventor da bússola.  Embora muitos atribuam a invenção aos chineses este instrumento teria sido levado por Marco Polo de Amalfi para a China, onde foi aperfeiçoado e difundido em suas navegações; qualquer semelhança com os dias de hoje, pode ser mera coincidência.

Praia da Marina Grande - Embora possamos considera-la pequena para os nossos padrões, esta é a maior praia de Amalfi, imagine a briga por um pedaço de areia no alto verão.

Via Pantaleone Comite - esta via é parte da SS 163, caminho que leva até o outro extremo da Costa Amalfi em direção a Salerno, embora seja uma subida a recompensa pela caminhada por esta via serão imagens que valem cada passo.

Atrani - um pouco de disposição para caminhar e você chegará a Atrani, a cidade que se orgulha de ser o menor município da Itália. Aproveite para se perder pelas ruazinhas estreitas que serpenteiam pelo centro histórico, e talvez tomar um banho na praia, só lembrando que a cidade é pequena e a praia idem, então prepare-se para disputar espaço com uma pequena multidão de turistas que tiveram a mesma idéia.

Amalfi vista do caminho para Atrani - Depois da caminhada pela subida, é hora de descansar, aproveite para apreciar esta bela vista de Amalfi.

Onde comer - Em torno do Duomo estão concentrado a maioria dos restaurantes, bares e cafés de Amalfi e continuam pela Via Lorenzo D'Amalfi.  Aproveite para explorar as ruazinhas que nascem ao longo desta avenida, com certeza você encontrará um bom lugar para comer, pois são muitas opções até você chegar ao Museu della Carta, uma antiga fábrica de papel do século XIV época em que a produção de papel representava uma das mais prósperas atividades da cidade, surgida em função da necessidade de buscar uma alternativa mais barata e fácil de produzir quando da  proibição do uso do pergaminho no século XII.

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